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O poder da pequena mudança

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Hoje no Dia Internacional da Mulher trago um texto de reflexão sobre o poder da pequena mudança.

Em junho de 2018 descobri que estava grávida. Foi algo inesperado e completamente não planejado! E junto com a emoção do momento, também veio um medo muito comum em muitas mulheres: como vou fazer para manter o meu emprego?

Para minha grata surpresa, tive completo apoio da empresa onde eu trabalho (e principalmente da minha chefe direta). Adaptaram a minha área de atuação (para que eu pudesse ter flexibilidade em exercer o meu estilo de maternidade).

Surpreendentemente transformaram uma das salas de reunião em sala de lactância, me deram dias extras ao estabelecidos por lei de período de maternidade e implementaram um modelo de home office para quando voltei a trabalhar (muito antes da gente pensar em pandemia).

Analisando dados

Infelizmente, sei que muitas mulheres não têm a mesma sorte que eu tive. Atualmente no Brasil, o índice de inserção laboral feminina está em 62% – 18pp menos que a mesma taxa para homens.

De fato, quando falamos de Igualdade salarial para trabalho semelhante, a disparidade é ainda maior. Nossas mulheres têm maior representatividade nas salas de aula, e mesmo assim, em algum momento da nossa jornada, existem barreiras que mudam nosso caminho de crescimento rumo a igualdade.

Certamente ainda temos muito que conquistar em temas de políticas governamentais que apoiem nossa luta por direitos iguais – começando pela nossa representatividade nos cargos políticos (nos quais, quase 90% são ocupados por homens).

Mas queria hoje trazer uma reflexão diferente: a da importância das pequenas mudanças, do tipo que podemos fazer cada um de nós. Volto para o início do texto – vocês têm ideia da diferença que fez na minha vida a ação da minha chefe em adaptar meu plano de carreira em relação a minhas novas prioridades? Toda!

Assim, quase quatro anos depois, com 3 promoções no meio do caminho, continuo na mesma empresa e continuo crescendo. Agora imaginem se o mesmo pudesse acontecer com outras mulheres? Imagina o impacto na vida de cada trabalhadora que precisou sair do mercado laboral por falta de suporte.

O poder da mudança de mentalidade

Essa mesma mentalidade podemos extrapolar para muitas outras temáticas além das trabalhistas. É possível apoiar uma mulher que decide não ter filhos pelo simples fato de não julgar a sua opinião.

É possível mudar a mentalidade de um grupo de amigos por não promover piadas machistas. É possível abrir a cabeça de uma criança quando não pré-estabelecemos “brinquedos de menina e de menino”. É possível mudar o destino de uma sociedade, ensinando o princípio básico do respeito.

Quando entendemos que estereótipos não existem, quando entendemos que as mulheres podem optar por trabalhar ou ficar em casa, por ter filhos ou não ter, por ter cabelo comprido ou curto, por querer usar vestido ou calça folgada. E que a mesma lógica também se aplica para homens; entendemos que cada um exerce a sua individualidade e abrimos caminho para que cada indivíduo explore seu completo potencial.

É nessa pequena mudança de mentalidade que causamos impacto na vida de alguém mais; e são nessas pequenas mudanças em conjunto que revolucionamos o mundo.

Celebremos as nossas diferenças e partir delas busquemos a igualdade. Que a mudança comece por você!

Se você gostou deste texto, venha conosco fazer outra reflexão sobre a mulher viajante.

Larissa Vieira

Tenho muitos títulos: brasileira, residente mexicana, engenheira de formação, mãe e diretora de planejamento estratégico. Mas acima de tudo, sou cidadã do mundo que luta por dias melhores, mais igualitários e cheios de caridade.

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Larissa Vieira

Tenho muitos títulos: brasileira, residente mexicana, engenheira de formação, mãe e diretora de planejamento estratégico. Mas acima de tudo, sou cidadã do mundo que luta por dias melhores, mais igualitários e cheios de caridade.

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